A Revolução Industrial teve início no século XVIII, na Inglaterra, com a mecanização dos sistemas de produção. Enquanto na Idade Média o artesanato era a forma de produzir mais utilizada, na Idade Moderna tudo mudou. A burguesia industrial, ávida por maiores lucros, menores custos e produção acelerada, buscou alternativas para melhorar a produção de mercadorias. Também podemos apontar o crescimento populacional, que trouxe maior demanda de produtos e mercadorias.
ETAPAS DO MODO DE PRODUÇÃO:
1ª – Artesanato: forma mais simples de produção industrial. O artesão fazia tudo sozinho.
Artesão - dono da oficina, ferramentas e das técnicas de fabricação
2ª – Manufatura: caracteriza-se pela divisão de tarefas. Cada pessoa executa uma parte do trabalho, sendo que todas as operações essenciais eram feitas à mão com ajuda de ferramentas manuais.
Manufatura: o patrão é o dono da oficina e ferramentas - divisão do trabalho
3ª – Mecanização: forma mais complexa de produção industrial. Consiste na utilização das máquinas em substituição às ferramentas e ao próprio trabalho do homem.
Fábrica: divisão do trabalho, o operário vende seu trabalho em troca do salário.
CAUSAS DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL:
a)Expansão do comércio: acumulação de capital nas mãos da burguesia;
b)Crescimento do mercado consumidor: exigências de novos produtos;
c)Abolição das restrições impostas pelo mercantilismo e abandono das práticas absolutistas de governo;
d)Novas descobertas.
CAUSAS DO PIONEIRISMO INGLÊS:
Acumulação de capital;
Mão de obra abundante e disponível;
Supremacia naval
Monarquia Parlamentar;
Liberalismo político e econômico;
Posição geográfica;
Inovações técnicas.
1ª REVOLUÇÃO INDUSTRIAL (1780 – 1850)
Revolução do carvão e ferro;
Desenvolvimento do capitalismo industrial/ liberal;
Liberdade de comércio e produção;
Livre concorrência e livre iniciativa.
2ª REVOLUÇÃO INDUSTRIAL (1850 – 1914)
Revolução do aço e da eletricidade;
Capitalismo monopolista;
Grandes monopólios.
CONSEQUÊNCIAS DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL:
Utilização constante da máquina;
Divisão do trabalho;
Aumento de produção;
Crescimento da urbanização e despovoamento dos campos;
Ruína dos artesãos;
Surgimento de novas classes: Burguesia industrial e proletariado;
Expansão do colonialismo;
Evolução dos meios de transporte e das comunicações;
Expansão do capitalismo por toda Europa e suas colônias
CONCLUSÃO:
A Revolução Industrial foi conjunto de transformações técnicas, econômicas e sociais que assinalaram a plena configuração do sistema capitalista (ou modo de produção capitalista).
Na indústriaNo século XIX a indústria passou a utilizar máquinas. Mas a grande “revolução” na indústria deu-se com a máquina a vapor.
No final do século XV, a Inglaterra passou por uma guerra (Guerra das Duas Rosas)
entre 2 famílias (Lancaster e York) que disputavam o trono.
Por isso, o absolutismo inglês teve início com o rei Henrique VII, que tinha laços de parentesco com as duas famílias e recebeu apoio da burguesia. Ele foi o fundador da Dinastia TUDOR.
Rainha Elizabeth I
No reinado de Elizabeth I (1558-1603) o país se desenvolveu muito, principalmente por causa do incentivo à expansão colonial inglesa (inclusive à pirataria). Mas com sua morte, não houve descendentes diretos, e seu primo, Jaime I (que era rei da Escócia) se tornou rei, dando início à dinastia dos STUART.
Jaime I
Ao perceber que o absolutismo não interessava mais, a burguesia e a nobreza rural (gentry) passaram a questioná-lo. A Inglaterra no século XVII era uma monarquia absolutista, mas possuía um parlamento. Ou seja: o rei não podia tomar decisões sozinho como na França. O Parlamento era comporto pela Câmara dos Lordes (clero e nobreza – que detinham o poder político) e Câmara dos Comuns (nobreza rural (gentry), pequenos e médios proprietário rurais (yeomen) e burguesia – que detinham o poder econômico). Só quem possuía propriedades poderia fazer parte do parlamento, logo, a maior parte da população (camponeses e trabalhadores urbanos) não poderiam influenciar nas decisões. Apesar do Parlamento, o rei detinha bastante poder: ele poderia convocar o parlamento quando quisesse, também comandava a Igreja Anglicana (lembra da reforma?) e as decisões militares.
Rei Carlos I
Em 1628 os parlamentares aprovaram a PETIÇÃO DE DIREITOS, restringindo o poder do rei sobre os impostos e sobre o exército. O rei, Carlos I, não concordou e dissolveu o Parlamento, passando a governar com um Conselho Privado, que perseguia os opositores (que acabaram fugindo para a América).
Em 1640, Carlos I foi obrigado a convocar o Parlamento por causa de uma revolta escocesa. O Parlamento aproveitou a situação para aprovar uma lei que proibia o rei de dissolver o parlamento. Esses acontecimentos acabaram desencadeando a revolução.A Revolução Inglesa pode ser dividida em 4 fases:
1ª FASE – Guerra Civil (1642-1648) Irritado com a oposição parlamentar, Carlos I mandou sua guarda invadir a sede do parlamento e prender seus principais líderes. Estes, por sua vez, organizaram tropas para lutar contra as forças do rei. Teve início, então, a guerra civil .
Na divisão das forças em conflito, estavam do lado do rei, principalmente, a nobreza anglicana e a católica. Do lado do parlamento estavam, basicamente, a burguesia, a gentry , os camponeses pobres e os yeomen .
As tropas do parlamento foram lideradas por Oliver Cromwel, que organizou o New Model Army , cujos postos de comando eram conquistados por merecimento militar e não pela origem da família,como ocorria no exército organizado pelo monarca. A adoção desse critério estimulou os combatentes, contribuindo para o fortalecimento das tropas parlamentares.
A guerra civil chegou ao fim com a vitória das tropas do parlamento. O rei Carlos I foi preso e condenado à morte, sendo decapitado em 30 de janeiro de 1649.
Oilver Cromwell
2ª FASE – Regime republicano (1649-1659)Após esmagar as oposições, Oliver Cromwell instalou na Inglaterra o regime republicano, comandando o país de 1649 a 1658. A república ditatorial de Cromwell ficou conhecida como protetorado.
Entre os acontecimentos que marcaram esse período, destacam-se:
• Formação da Comunidade Britânica (1651) – Inglaterra, Irlanda, Escócia e País de Gales foram unificados numa só república (chamada de Comunidade Britânica), sob o comando de Cromwell;
• Decreto do Ato de Navegação (1651) – Por esse decreto, Cromwell determinou que todas as mercadorias importadas ou exportadas pela Inglaterra deveriam ser transportadas por navios ingleses. Seu objetivo era favorecer o desenvolvimento da marinha inglesa e dominar o transporte marítimo mundial.
• Guerra contra os holandeses (1652-1654) – O Ato de Navegação acarretou muito prejuízos aos holandeses, que obtinham grande lucro com o transporte marítimo de produtos coloniais para a Inglaterra. Os holandeses declararam guerra contra os ingleses, mas foram derrotados. A Inglaterra tornou-se, então, a maior potência naval do mundo.
• Estabelecimento do título de Lorde Protetor (1653) – Oliver Cromwell assumiu o título de Lorde Protetor da Comunidade Britânica. Seu cargo tornou-se vitalício e hereditário .Após a morte de Cromwell (1658), seu filho, Ricardo, assumiu o poder, dando continuidade ao governo republicano.
3ª FASE – Restauração Monárquica (1660-1688)Após a morte de Oliver Cromwell, seu filho Ricardo assumiu o poder. Mas Ricardo não tinha a mesma habilidade política e administrativa de seu pai. Manteve-se no poder por apenas oito meses, sendo deposto pelos principais chefes militares que agiam em sintonia com o parlamento.
A agitação política voltou a tomar conta do país. O parlamento decidiu, então, restaurar a dinastia dos Stuart, convidando Carlos II para assumir o trono britânico. O rei, entretanto, deveria governar sob o domínio político do parlamento.
O período da restauração monárquica dos Stuart estendeu-se pelos reinados de Carlos II (1660-1685) e de seu irmãos Jaime II (1685-1688).
Em seu governo, Jaime II tentou restabelecer o absolutismo e ampliar a influência do catolicismo. Com isso, novos conflitos surgiram entre os grupos sociais que apoiavam o parlamento e os que apoiavam a monarquia e desejavam o absolutismo.
Rei Guilherme de Orange
4ª FASE – Revolução Gloriosa (1688-1689)Temendo a volta do absolutismo, a maioria do parlamento decidiu tirar o poder do rei Jaime II. Para isso, estabeleceu um acordo com o príncipe holandês Guilherme de Orange (casado com Maria Stuart, filha de Jaime II), que assumiria o trono inglês com a condição de que respeitasse os poderes do parlamento.
A luta entre as forças de Guilherme de Orange e as tropas de Jaime II ficou conhecida como Revolução Gloriosa (1688-1689), que culminou com a derrota do monarca inglês.
Com o título de Guilherme III, Orange assumiu o trono britânico. Teve, entretanto, de assinar a Declaração de Direitos, na qual o parlamento limitava seus poderes em vários aspectos. O rei não poderia, por exemplo, suspender lei alguma nem aumentar impostos sem a aprovação dos parlamentares. Estabelecia-se, assim, a superioridade da lei sobre a vontade do rei: era o fim do absolutismo monárquico.
Após a Revolução Gloriosa, instalou-se a monarquia parlamentar na Inglaterra. Para sintetizar a situação da monarquia no país, tornou-se costume dizer que, na Inglaterra “o rei reina mas não governa”.
1- Início: golpe dos militares em
15/novembro/1889. Pode ser dividida em: A) República da Espada: dois primeiros
presidentes eram militares (Deodoro e Floriano) B) República Oligárquica: presidentes
cafeicultores (revezamento de paulistas e mineiros) – Cidades: modernização, luz elétrica, capital
inglês, crescimento da burguesia, miséria, criminalidade, crescimento do
proletariado (imigrantes e brasileiros pobres) vivendo em cortiços. Repressão à
cultura negra.
– Campo: estático, pobreza, latifúndio,
coronelismo, clientelismo, nepotismo. Os Treze Presidentes Ao longo da República Velha, que é a denominação convencional para a história republicana que vai da proclamação (1889) até a ascensão de Getúlio Vargas em 1930, o Brasil conheceu uma seqüência de treze presidentes. O traço mais saliente dessa primeira fase republicana encontra-se no fato de que a política esteve inteiramente dominada pela oligarquia cafeeira, em cujo nome e interesse o poder foi exercido. Desses treze presidentes, três foram vices que assumiram o poder: Floriano Peixoto, em virtude da renúncia de Deodoro da Fonseca; Nilo Peçanha, pela morte de Afonso Pena; e, finalmente, Delfim Moreira, pela morte de Rodrigues Alves, ocorrida logo após a sua reeleição.
A) REPÚBLICA DA ESPADA (militares) – 1889 a
1894
1. Governo Deodoro: Constituição de 1891, Encilhamento (causou inflação e dívida externa). Revolta da Armada, Revolta Federalista no RS. Renúncia de Deodoro
Marechal Deodoro da Fonseca
2. Governo Floriano Peixoto: Vice assumiu, colocou "ordem na casa" reprimindo as revoltas e controlando a economia (tabelamento dos preços). Passou o poder aos cafeicultores.
Marechal Floriano Peixoto
B) REPÚBLICA OLIGÁRQUICA (cafeicultores) -
1894 a 1930
1. Início com Prudente de Morais
Prudente de Morais
Características:
- Política dos governadores
- Política Café com Leite;
- Política de valorização do café (Convênio de
Taubaté)
- Lucros do café: investimento na
industrialização
- Venda do café: aliança com EUA (auxílio médico
na I Guerra Mundial)
- Eleições fraudadas, voto aberto e voto de
cabresto
- Revoltas populares (movimentos sociais) no
campo e na cidade:
2 –
Tensões Sociais na República Velha
Movimentos Sociais no Campo:
Cangaço
Padre Cícero
Canudos
Contestado
Movimentos Sociais na Cidade:
Contra
a Reurbanização do Rio de Janeiro
Revolta
da Vacina
Revolta
da Chibata
3 – Fim
da República Velha
- Reações contra a República Velha:
. Greve Geral de 1917
. Fundação do PCB em 1922
. Modernismo (Semana de Arte Moderna em 1922)
. Tenentismo – coluna Prestes
. Organização do Movimento Operário
- Crise do café (superprodução)
- Crise de 29 agrava a situação
- Crise política e surgimento da Aliança
Liberal
Fim da República Velha: não conseguia
corresponder às mudanças, à insatisfação popular, e à necessidade de controlar
os trabalhadores.
Ruptura: Revolução de 30 ("Façamos a
Revolução antes que o povo a faça") e início da Era Vargas.
O papa Francisco disse neste sábado (27), em seu discurso no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, que o momento do País "exige um diálogo construtivo", ao se referir às manifestações que ocorrem desde junho em praticamente todas as cidades do país. "Um país só cresce com diálogo".
"Entre a indiferença egoísta e os protestos violentos sempre há uma opção possível: o diálogo, o diálogo entre as gerações, o diálogo entre o povo e todos somos povo, a capacidade de dar e receber, permanecendo abertos à verdade. Um país cresce quando suas diversas riquezas culturais dialogam de maneira construtiva."
Ele ressaltou, em espanhol, que é fundamental nesse diálogo a contribuição das grandes tradições religiosas. “A coexistência pacífica entre as diferentes religiões se beneficia da laicidade do Estado, que sem assumir como própria nenhuma posição confessional, respeita e valoriza a presença da dimensão religiosa na sociedade, favorecendo suas expressões mais concretas."
Ao reforçar a defesa do diálogo, o papa Francisco destacou a cultura da humanidade social. "O outro sempre tem algo a me dar, quando sabemos nos aproximar dele, com a atitude aberta e disponível, sem preconceitos. Essa atitude eu a definiria como humildade social, que é a que favorece o diálogo. Ou apostamos na cultura do diálogo ou todos perdemos."